Retomada do varejo reserva expectativas favoráveis para Consultoria Financeira e Empresarial


A crise mundial e os acontecimentos decorrentes das políticas e estratégias para o seu enfrentamento pelos governos e pela sociedade, culminaram na paralização do varejo seguida por uma forte crise na indústria, parcialmente explicada por uma transformação do tipo e quantidade da demanda doméstica.


A vida em casa e o trabalho home office modificaram hábitos e necessidades, acionando um gatilho de transformação na indústria e no comércio.


O varejo no Brasil é formado, em sua maior parte, por micros, pequenos e médios empresários Juntos somam 9 milhões de empresas, que representam mais de quarto do Produto Interno Bruto Brasileiro (30% do PIB) e respondem por mais da metade dos empregos formais criados no país (Fonte: SEBRAE e FGV).

“De 2006 a 2019, as micro e pequenas empresas apresentaram um resultado positivo no saldo de geração de empregos formais, sendo responsáveis pela criação de cerca de 13,5 milhões de vagas de trabalho...”, comenta o presidente do SEBRAE, Carlos Melles em reportagem para o Portal Pequenas Empresas & Grande Negócios.


Contudo, empresários e famílias tradicionais, bem sucedidas do varejo, já encontravam-se em check, nos últimos anos, em função da nova forma de concorrência, do crescimento da geração Z e o gradativo processo de entrada e substituição do modelo de negócio físico para o Figital (físico + digital).


Muitos foram surpreendidos pelo início forçado de um novo ciclo de mudanças, iniciado com a pandemia. O medo de se arriscar com novos modelos e velhos paradigmas de gestão e vendas tiveram que ser descartados e o que não era, tornou-se importante e urgente da noite para o dia.


O mercado dividiu-se entre os que fecharam as portas, os que conseguiram ter agilidade e congelar suas operações; e, aqueles, poucos, que resistiram ao vento contra, mas que se mantiveram vivos e acreditando em um futuro melhor.

Muitas lições foram aprendidas pelos empresários, em tão pouco tempo, e às custas de muitas dores. Criou-se o senso comum sobre a necessidade de profissionalização de atividades estratégicas, que antes eram tidas como de “responsabilidade do dono” , tais como: estratégias digitais (não meras postagens), Logística, Planejamento Financeiro e Gestão de ativos.


Essas funções foram promovidas pelo mindset de pequenos e médios empresários, pois fizeram a diferença entre aqueles que sobreviveram à crise, e os que não. Além disso, são atividades-chave para consolidação, ganhos de escala e crescimento na maioria dos casos, sob a ótica dos novos modelos de gestão.


A grande questão de hoje é quando a retomada vai ocorrer. Seria após as eleições? Só em 2021? A previsão orçamentária para melhoria dessas funções estratégicas já está na pauta dos empresários, com visão de futuro. Muitos grupos empresariais já estão voltando a conversar sobre isso, recrutar e contratar talentos, assim como reservando recursos para pensar e gerir suas operações com mais responsabilidade, inteligência, sustentabilidade e equilíbrio financeiro. É o que chamamos de profissionalização do mercado.


Essa pauta abre uma grande janela de oportunidades para o mercado de consultoria financeira desde já e com boas perspectivas para 2021. Reforçando essa tendência, os empreendedores e empresários reconhecem que seus estoques, suas reservas e capital de giro estavam inadequados e mal geridos no start da crise. Muitos atestaram a morte súbita das suas próprias empresas por insolvência e falta de reservas para amortecer períodos de baixíssima demanda. Esse fenômeno ocorreu, particularmente, no Brasil, onde muitas empresas não tiveram caixa nem capital de giro para, sequer, sustentar os primeiros 30 dias de paralização. Ainda com todos os sérios impactos da pandemia, mesmo assim, é importante uma reflexão do empresariado sobre essa grande falha de gestão e suas causas.


O mercado está mais consciente e muitos donos de empresas já estão buscando capacitação, entretanto sabem que uma resposta rápida e profissional é necessária para o novo modelo de operação das suas empresas. A velocidade e expertise necessários significam que os pequenos negócios também contratarão consultores, pensando na ótima relação custo-recompensa desse tipo de serviço e na condição de sobrevivência ao um mercado transformado.


Com a mudança dos modelos de trabalho e o grande número de profissionais qualificados sem emprego, o mercado de pequenos consultores transformou-se e tem crescido muito nos últimos meses. Praticando preços bem mais atraentes e acessíveis (entre 1500 e 15000 Reais) do que o de grandes players de Classe Mundial, os pequenos consultores, além da vivência tecnológica e sólido conhecimento técnico, conseguem, em muitos casos, flexibilizar, parcelando e customizando o serviço de acordo com as necessidades e capacidade de caixa de cada empresa, nos moldes de uma Project Finance.


O crescimento anual observado no mercado de consultoria foi de 20%, na contramão da economia. Esse bom resultado atribui-se ao volume de distratos, quebra de contratos, inadimplência, compra e venda de empresas, renegociação de dívidas com fornecedores e outras ações utilizadas para amenizar ou remediar os problemas da crise de demanda. A sorte dos pequenos consultores é que no mercado de consultoria, as crises e os problemas traduzem-se em oportunidades para novos projetos.


Manoel Oliveira Ponte, 25 anos, formado há apenas 3 anos em Administração e com pós em Gestão Empresarial e Marketing, é um bom exemplo de destaque no mundo da consultoria. Ponte já presta consultoria financeira há 6 meses para pequenos empresários em seu bairro, na zona oeste no Rio de janeiro. Segundo o consultor, ele já possui uma renda recorrente, que hoje representa mais de 50% do seu orçamento familiar, trazendo mais autonomia e segurança para a sua família. Comemorou o consultor, que no último mês, conseguiu fechar 3 pequenos trabalhos, faturando 9.500,00 Reais. Ele finaliza seu relato, dizendo que “...vender não é tarefa fácil, mas o resultado compensa o investimento na carreira de consultor”.


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Lauro Barillari

Mestre em Economia com especializações em Logística, Finanças, Matemática e Gestão Industrial, pela COPPE/UFRJ. Consultor em Logística. Atua como professor de Planejamento na Fundação Oswaldo Cruz (desde 2004) e de pós-graduação no Centro Universitário Abeu, nos departamentos de Administração e Logística, coordenando grupo de pesquisa sobre estoques na Baixada Fluminense.

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